A ARTE DE ARGUMENTAR GERENCIANDO RAZAO E EMOCAO PDF

So abordados profundamente os Fornecendo ao vrios aspetos e tcnicas da argumentao. A obra de pginas tem a caracterstica de conquistar o leitor pela clareza com que os conceitos so explicados. No incio do livro o autor tem o cuidado de ressaltar a importncia capacidade da de capacidade nos de administrar segmentos e a da de bem as relaes A simples leitor no interpessoais, vrios da sociedade. Muitas das afirmaes contidas na obra derivam de concluses extradas da bibliografia.

Author:Mooguzragore Mami
Country:Reunion
Language:English (Spanish)
Genre:Education
Published (Last):16 July 2008
Pages:356
PDF File Size:16.31 Mb
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ISBN:735-4-64676-818-8
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A idia de que vivem os em sociedade comporta, no tempo presente, duas ordens de reflexo. A primeira que essa sociedade cresceu e se expandiu demais. H cem anos, a grande atriz francesa Sarah Bernhard, no confiando inteiramente no sistema dos correios, mantinha, entre seus criados, uma jovem encarregada de entregar suas cartas na cidade de Paris.

Se ela vivesse hoje entre ns, poderia usar, alm de um sistema de correio infinitamente mais aperfeioado e confivel, um telefone, um fax, ou a internet, alm de poder, acessando a TV a cabo, assistir, em tempo real, a tudo aquilo que acontece nas partes mais remotas do planeta. A outra reflexo que, vitimados por uma educao desestimulante, submetidos ao julgamento crtico da opinio pblica, massificados pela mdia, vivemos nossas vidas adiando ou perdendo nossos sonhos e isso nos torna infelizes.

At mesmo pessoas que conseguem sucesso financeiro e prestgio pessoal acabam tendo esse destino. Basta ler a biografia de gente famosa, como Howard Hugues, Elvis Presley, a princesa Diana, para sucumbir a essa evidncia. Todos eles sofreram a doena da solido, uma doena que nos separa at mesm o dos nossos familiares,com quem, muitas vezes, vivemos em um clima dirio de discusses e ressentimentos. Todos ns teramos muito mais xito em nossas vidas, produziramos muito mais e seramos muito mais felizes, se nos preocupssemos em gerenciar nossas relaes com as pessoas que nos rodeiam, desde o campo profissional at o pessoal.

Mas para isso necessrio saber conversar com elas, argumentar, para que exponham seus pontos de vista, seus motivos e para que ns tambm possamos fazer o mesmo. Segundo o senso comum, argumentar vencer algum, for-lo a submeter-se nossa vontade. Definio errada! Von Clausewitz, o gnio militar alemo, utiliza-a para definir guerra e no argumentao. Seja em famlia, no trabalho, no esporte ou na poltica, saber argumentar , em primeiro lugar, saber integrar-se ao universo do outro. E tambm obter aquilo que querem os, mas de modo cooperativo e construtivo, traduzindo nossa verdade dentro da verdade do outro.

Escrevi este livro para convencer as pessoas de que no basta ser inteligente, ter uma boa formao universitria, falar vrias lnguas, para ser bem-sucedido. Meu objetivo convenc-las de que o verdadeiro sucesso depende da habilidade de relacionamento interpessoal, da capacidade de compreender e comunicar idias e emoes. Gerenciando Informao Em pesquisa recentemente realizada nos Estados Unidos, chegou-se concluso de que, entre as competncias necessrias para que o Pas continue lder mundial no prximo sculo, est a de gerenciamento da inform ao por meio da comunicao oral e escrita, ou seja, a capacidade de ler, falar e escrever bem.

Isso nos leva a pensar muito seriamente na necessidade de desenvolver essas habilidades, pois passam os a maior parte do tempo defendendo nossos pontos de vista, falando com pessoas, tentando motivar nossos filhos. J coisa sabida que o mais importante no so as informaes em si, mas o ato de transform-las em conhecimento. As informaes so tijolos e o conhecimento o edifcio que construmos com eles.

Mas onde que vamos buscar esses tijolos? A maior parte das pessoas os obtm unicamente dentro da mdia escrita e falada. Ora, desde , filsofos como Theodor Adorno, Walter Benjamin e, mais tarde, Herbert Marcuse e Erich Fromm nos alertaram sobre os perigos da cultura de massa e da indstria cultural.

Na verdade, a mdia nos oferece uma espcie de viso tubular das coisas. H alguns anos, depois da queda do presidente Ferdinand Marcos, das Filipinas, os jornais do mundo inteiro publicaram uma foto do closet da primeira-dama, Imelda Marcos, dando destaque a uma incrvel quantidade de pares de sapatos l existente. Por causa disso, Imelda passou a ser conhecida mundialmente como uma mulher ftil, por possuir uma enorme quantidade de sapatos.

Durante seu julgamento, na Corte Federal da cidade de Nova York, ao fim do qual foi absolvida, os jornais locais enviavam reprteres ao tribunal, com a exclusiva misso de fotografar-lhe os ps, para que pudessem publicar, no dia seguinte, o modelo que ela estaria usando. O resultado foi frustrante, pois ela usou, em todas as sesses do jri, um mesmo par de sapatos pretos. Por essa poca, ela confidenciou a seu advogado Gerry Spence1 que nunca tinha comprado aqueles sapatos divulgados pela mdia.

Nas Filipinas, h muitas fbricas de sapatos e, todos os anos, ela recebia dessas fbricas, gratuitamente, colees completas deles, pois todas queriam proclamar que a primeira-dama usava seus produtos. Ora, Imelda calava um nmero grande e, por esse motivo, era sempre difcil encontrar outras mulheres a quem pudesse dar os seus sapatos. Jog-los fora seria pior, uma vez que isso iria produzir constrangimentos junto aos fabricantes.

Ela, ento, simplesmente colecionava-os. Apesar disso, at hoje a maior parte das pessoas ainda conserva a imagem da esposa de Ferdinand Marcos, imposta pela mdia, como uma pessoa ftil, atacada de uma espcie de doena mental, por possuir uma quantidade imensa de sapatos.

Alm do alinhamento de pontos de vista, existem ainda os processos de manipulao. Durante a Guerra do Golfo, as televises do mundo inteiro exibiram duas imagens de forte impacto: uma delas mostrava incubadoras desligadas pelos iraquianos, com crianas prematuras kwaitianas mortas; outra, pssaros sujos de petrleo por uma mar negra provocada tambm pelos iraquianos. Ambas as imagens eram falsas. As incubadoras eram uma montagem. A mar negra era real, mas tinha acontecido a milhares de quilm etros dos cruis iraquianos2.

Como nos defender de tudo isso? Simplesmente, obtendo informaes em outras fontes. Quantos livros voc leu no ano que passou? Informativos e formativos?

E literatura? Quando falo em literatura, no me estou referindo aos bestsellers, mas aos clssicos. Parece uma tarefa difcil, mas no. Hamlet de Shakespeare, por exemplo, uma pea de teatro que se l em dois dias!

E quanta coisa se aprende sobre a alma humana! Paul Valry, um grande poeta e crtico francs, nos diz a respeito da leitura de fico: Penso sinceram ente que, se todos os homens no pudessem viver uma quantidade de outras vidas alm da sua, eles no poderiam viver a sua. Isso tambm no novidade, para o grande escritor peruano Mario Vargas Llosa, que diz: Condenados a uma existncia que nunca est altura de seus sonhos, os seres humanos tiveram que inventar um subterfgio para escapar de seu confinam ento dentro dos limites do possvel: a fico.

Ela lhes permite viver mais e melhor, ser outros sem deixar de ser o que j so, deslocar-se no espao e no tempo sem sair de seu lugar nem de sua hora e viver as mais ousadas aventuras do corpo, da mente e das paixes, sem perder o juzo ou trair o corao3. Por meio da leitura, podemos, pois, realizar o saudvel exerccio de conhecer as pessoas e as coisas, sem limites no espao e no tempo. Descobrimos, tambm, uma outra maneira de transformar o mundo, pela transformao de nossa prpria mente.

Isso acontece, quando ns adquirimos a capacidade de ver os mesm os panoramas com novos olhos. Trata-se de um romance que conta a histria da filosofia, emoldurando as lies dentro do cotidiano de uma menina de quinze anos de idade.

Enfim, leitura um programa para uma vida inteira. Talvez, no incio, voc encontre alguma dificuldade, mas, medida que for lendo, ver que o prximo livro sempre fica mais fcil, pois seu repertrio vai ganhando aquilo que os fsicos chamam de massa crtica e, a partir da, voc ter condies de fazer uma leitura mais seletiva da mdia, criticar as informaes e construir um conhecimento original.

A propsito, a revista Veja publicou, em , alguns comentrios sobre o ensino das Humanidades na Liberal Art School de Middlebury, nos Estados Unidos. Vale a pena ler alguns trechos desses comentrios: 2.

Philippe Breton, A Manipulao da Palavra, p. Paulo, Essa a essncia da educao por meio do estudo das humanidades: desenvolver o pensamento, sem nenhuma utilidade ou objetivo prtico. Educa-se a cabea, aprende-se a pensar, estudando literatura, grego, filosofia.

No final das contas, supremamente til. Cabea feita no pouca coisa. As empresas citadas na lista das maiores pela revista Fortune no vo procurar administradores ou engenheiros para os seus futuros quadros dirigentes, mas sim essas pessoas ilustradas nos clssicos e que poucas disciplinas prticas cursaram4. Gerenciando Relao Quando entramos em contato com o outro, no gerenciamos apenas informaes, mas tambm a nossa relao com ele. Um bom dia, um muito obrigado, as formas de tratamento voc, a senhora tudo isso gerenciamento de relao.

Muitas vezes, ao introduzirmos um assunto, construmos antes uma espcie de prefcio gerenciador de relao. O personagem Riobaldo, dialogando com seu interlocutor, em Grande Serto - Veredas, diz: Mas o senhor homem sobrevindo, sensato, fiel como papel, o senhor me ouve, pensa e repensa, e rediz, ento me ajuda. Assim, como conto. Antes conto as coisas que formaram passado para mim com mais pertena.

Vou lhe falar. Lhe falo do serto. Do que no sei. Um grande serto! No sei. Ningum ainda sabe. S umas rarssimas pessoas - e s essas poucas veredas, veredazinhas. O que muito lhe agradeo a sua fineza de ateno1.

A nica informao desse texto que Riobaldo vai falar do serto, coisa pouco conhecida. O resto gerenciamento de relao. O que dizem redundante. Se um diz - Eu te amo! Mesmo assim, pergunta outra vez: - Voc me ama? E recebe a mesma resposta. E ficam horas a fio nessa redundncia amorosa, em que o importante no trocar informaes, mas sentir em plenitude a presena do outro.

Guimares Rosa, Grande Serto - Veredas, p. Depois que o relacionamento evolui e se casam, passam a sentir-se mais seguros, um em relao ao outro, e a comeam a negligenciar a parte carinhosa, sensvel entre os dois, para cuidar de aspectos mais prticos.

Por esse motivo que, no espao privado, acabamos gerenciando mais informao e menos relao. Dentro de casa, raramente as pessoas dizem por favor ou muito obrigado. No espao pblico, at mesmo por motivo de sobrevivncia social, as pessoas procuram, com maior ou menor sucesso, gerenciar, alm da informao, a relao. No mundo de hoje e no futuro que nos espera, muito importante saber gerenciar relao. O mundo est passando por uma mudana em relao ao emprego industrial e rural.

Ora, servios implicam clientes e clientes implicam bom gerenciamento de relao. O trabalho do futuro depender, pois, do relacionamento. Mesmo os profissionais liberais dependem dele. O mdico ou o dentista de sucesso no necessariamente aquele que entrou em primeiro lugar no vestibular e fez um curso tecnicamente perfeito.

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